O Corpo Treme

Doce sabor tem o desejo, o querer do beijo a vontade da entrega e a saudade da boca de por um segundo ter de se separar, para um curto respirar e novamente voltar a descansar os lábios na ânsia da língua. O corpo treme a cada novo lugar que a mão toca, sentindo cada momento como uma troca de calor e prazer. O que fala mais alto é o uivo selvagem do querer, saboreando cada segundo sedento de suor e sussurrando indecentes verdades ao ouvido atento. Os olhos acompanham o movimento sequioso e impulsionam os corpos da carícia as chamas, do delicado ao silvestre. Todo o ser se emoldura num formato animal, cada músculo tensionado exala libidinoso o calor provocado pelo querer lascivo. Entrelaçadas as pernas e entre elas um ardor prazeroso provido do encontro entre o deleite libertino e a vontade natural. O momento intensifica e parece pairar no ar como uma pausa no tempo do mundo que dura alguns segundos e marca uma eternidade. No padecer do querer os corpos se desmancham entre as cobertas, pulsando e expandindo cada centímetro de pele suada na espera que a madrugada venha lhes banhar de novas vontades.

7 comentários:

    Que delícia de texto, cheio de expressões fortes e devoradoras. Lindo!

     

    Exótico, erótico! :D

     

    *Deliciosamente atrevido!

     

    Poesia erótica, linda, instigante,
    maravilhosa.


    Parabéns, poeta.

     

    Intenso!
    Adoro!!!
    Linda noite.
    Abraços.

     

    Suas linhas são doces... e tem por dentro a acidez do momento.

    Encantador!

    Beijo

    Sil

     

    Delícia de ler, de se imaginar, de se fantasiar...

     
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