Quero-te ler uma história que começou numa noite:
segunda-feira, 30 de março de 2009 by Leonard M. Capibaribe
Caminho até o veículo estacionado e observo o caminhar lento e possessivo de um gato pardo encima de uma estrutura. Por meros segundo, possuo a confiança de tal felino quando me esgueiro pelas ruas e sigo meu caminho. Desapercebidas, pessoas caminham pelas calçadas sem a menor idéia que dentro daquele automóvel, naquele exato segundo, existe alguém feliz. O ritmo do som e o bater do pé no assoalho do carro procuram ao mesmo tempo distrair tão nervoso motorista.
Desde o momento em que o movimento contínuo de rodas me levava de encontro a tal porta até o instante seguinte no qual me encontro a frente da mesma, não poderia imaginar tamanho aumento na pressão sanguínea que percorre meu miocárdio. Numa respiração, aperto por menos de segundo a campainha e me afasto. Os passos, primeiro em assoalho e logo em seguida silenciosos, aproximavam-se a minha frente, obedecendo o chamado melódico. Novamente os passos surgem, agora parados e acompanhados de uma sombra, vista pela fresta baixa da porta. A fechadura aparenta demorar séculos para ser aberta. O trinco se retorce e acompanha um rangido e uma voz: - Oi!






